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O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuou a defender o
etanol brasileiro na Itália, a exemplo do que vem fazendo em
outras viagens internacionais, apesar da resistência de toda
a Europa ao plantio da cana-de-açúcar em larga escala para
produção de combustível, em substituição a áreas de plantio
de alimentos.
O
presidente visitou o país até a quinta-feira, 13, e,
enquanto esteve em Roma, sua comitiva circulou em quatro
automóveis da marca Fiat, modelo Linea, com motor flex, que
funciona com os dois tipos de combustível, álcool e
gasolina.
Os
veículos foram cedidos para a visita pelo presidente da Fiat
no Brasil e na América Latina, Cledorvino Belini, e têm na
traseira a inscrição em inglês Ethanol Powered, que quer
dizer movido a etanol, acompanhada da bandeira brasileira. O
Linea é um carro do segmento sedã, lançado em setembro no
Brasil.
O
presidente também pretendia usar o carro na visita que faz à
Itália, mas as autoridades italianas não o autorizaram
porque a blindagem do Linea usado pela comitiva brasileira
não segue as normas italianas. Por isso, Lula trafega por
Roma num Maserati.
De
acordo com fontes do governo brasileiro, Lula apresentaria o
carro de sua comitiva a empresários da indústria italiana,
em encontro que teve na quarta-feira, 12. A intenção do
presidente era mostrá-lo como um exemplo concreto de boa
utilização do etanol.
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