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A
Campanha Nacional pelo Registro Civil, que estava prevista
para a semana de 17 a 21 de novembro, foi ampliada para um
mês, começando nesta segunda-feira, 17, e encerrando no dia
17 de dezembro. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional
de Justiça (CNJ) para garantir a certidão de nascimento a um
maior número de pessoas.
Estima-se que 8% das crianças nascidas em hospitais no
Brasil não são registradas. Esse índice sobe para 28% na
região Norte, segundo informou o juiz auxiliar da
Corregedoria Nacional do CNJ, Ricardo Chimenti. “A maior
dificuldade do registro civil é a falta de informação e
dificuldade de acesso, como na Amazônia”.
Segundo
ele, o Mês Nacional de Registro Civil vai reunir juízes de
todos os tribunais do país, hospitais, delegacias, centros
comunitários, Executivo. “Enfim, será uma grande mobilização
para que ninguém, inclusive adultos, fique sem a sua
certidão de nascimento”, assegurou.
Para
isso, o CNJ e a Secretaria de Reforma do Poder Judiciário,
do Ministério da Justiça e da Secretaria Especial de
Direitos Humanos da Presidência da República, vão lançar uma
campanha institucional para esclarecer a população sobre a
necessidade da certidão de nascimento. A campanha tem por
objetivo empreender ações de mobilização em todos os
municípios brasileiros, com ênfase naqueles onde não há
cartório ou posto de emissão das certidões. Ricardo Chimenti
explicou que a campanha visa ainda esclarecer à população de
que enquanto não se registra a criança, ela não é cidadã,
não tem acesso à escola, aos projetos sociais e a nenhum
outro programa da rede pública.
O
principal esclarecimento a ser feito à população, segundo o
juiz Chimenti, “é de que a certidão de nascimento e óbito
são gratuitas desde 1988 e os cartórios que cobram o
documento deverão ser denunciados e poderão sofrer pena de
perda da delegação”. A recomendação do CNJ é de que todos os
Tribunais de Justiça do país promovam mutirões para garantir
a certidão de nascimento a todas as crianças nascidas e
também aos adultos que não possuem o documento. O Conselho
quer ainda que os tribunais assegurem a fiscalização da
gratuidade dos registros. |